A sopa que aquece qualquer dia frio. Caldo encorpado, couve cortada fininha e linguiça defumada que perfuma a cozinha inteira.
Descasque e corte as batatas em cubos médios. Cozinhe em água com sal por 20 minutos até ficarem macias ao garfo. Reserve 2 xícaras da água do cozimento antes de escorrer — é ela que vai dar corpo ao caldo.
Numa panela grande, aqueça o azeite e refogue a cebola picada e o alho amassado em fogo médio por 4 minutos. Adicione a linguiça fatiada e deixe dourar levemente — a gordura que solta é a base do sabor do caldo.
Adicione as batatas cozidas à panela com a cebola e amasse com um espremedor diretamente na panela — não vira purê liso, fica rústico. Adicione o caldo reservado e o caldo de legumes. Mexa e ajuste a consistência.
Corte a couve em tiras bem finas — quanto mais fina, mais elegante. Adicione nos últimos 3 minutos, apenas para murchar levemente. Couve cozida demais perde a cor e o sabor. Prove e ajuste o sal e a pimenta.
O caldo verde é servido bem quente, em tigela funda. Um fio de azeite extravirgem por cima na hora de servir realça o sabor e cria aquela superfície brilhante. Acompanha bem pão rústico ou broa de milho.
Enrole as folhas de couve firmemente como um charuto e fatie em tiras de menos de 2mm com uma faca bem afiada. Esse corte chique se chama chiffonade e transforma o prato.
Batata monalisa ou ágata resultam num caldo mais cremoso e encorpado. Batata lavada ou asterix tem menos amido e o caldo fica mais aguado.
Caldo verde congela perfeitamente por até 3 meses. Não congele com a couve — adicione fresca na hora de reaquecer para manter a cor e textura.